Kuala Lumpur – Malásia

Passamos 1 semana na capital da Malásia, Kuala Lumpur, uma cidade de clima constante, em torno dos 30°C e úmido.

Quase todos os dias choveu, mas durante alguns minutos ou poucas horas. Tivemos que, finalmente, ceder à compra de um guarda-chuva… há muitos meses que não tínhamos um.

Chegamos em um aeroporto muito tosco, muito quente, banheiros ultra nojentos. Após 1 hora de ônibus até a estação central e mais alguns minutos de trem até a nossa hospedagem. Tudo isso em torno de 10 reais por pessoa. Bastante barato considerando a longa distância.

Apesar do malaio ser o idioma oficial, em KL é fácil se comunicar em inglês. De acordo com a Wikipédia, a maioria dos habitantes são malaio-chineses e 10% somente seria de origem indiana – e se concentrariam em grandes cidades. E, realmente, eles parecem dominar alguns bairros de KL. Eu não me sentia muito a vontade em caminhar sozinha por alguns lugares… alguns homens indianos encaram muito, “encaram descaradamente”. Pesquisei um pouco e isso parece ser algo relativamente comum na cultura indiana, de encarar o diferente. É bastante desconfortável e isso não ocorria se andava ao lado do Thiago.

O islamismo é amplamente praticado, algumas burcas, muito véu islâmico se vê pelas ruas. E existem vagões especiais para mulheres em alguns trens. É bem interessante passar entre lojas e bancas e ver a moda local.

É uma das cidades que mais vimos fumantes! Toda esquina tem gente fumando. Inclusive, fomos deixar nossas roupas para lavar num lugar e elas voltaram fedendo a cigarro.

wcBanheiro público é um pouco difícil de encontrar. Eventualmente alguns locais possuem e exigem que se pague uma taxinha para usar (menos que o equivalente a 50 centavos de reais). Um que usamos era muito imundo. Eventualmente alguns shoppings também cobram. E, sempre tem a alternativa de utilizar o famoso buraco no chão. Aliás, esse da foto é dentro de um shopping bem chique, limpo e que não precisava pagar. Alegria geral.

submarineNossa acomodação foi na Submarine Guest House. Um quarto pequeno e simples, com ar condicionado. Conseguimos um com uma janela para rua… é muito comum os quartos daqui não terem janelas. O que, por um lado pode ser melhor quanto a barulho. A cidade parece estar em obras generalizadas. Durante a noite inteira escutava-se as obras das ruas. O banheiro era compartilhado e tinha um pequeno café da manhã incluído: pão branco, geléia de morango, café e chá. O valor ficou em torno de 58 reais por noite, para nós dois. Custo semelhante a Chiang Mai, porém bem menos benefícios. Região central, próximo a uma popular região da cidade, a Petaling Street, conhecida como Chinatown. Os vendedores são muito chatos, não só nessa região, como em diversas outras. Só ao passar pela frente do local eles ficam te oferecendo mil coisas. E nem adianta muito negar, pois continuam insistindo. Fazer de conta que nem vê eventualmente era mais efetivo.

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DSCN0449A alimentação aqui não foi das melhores nos primeiros dias. O melhor restaurante, orgânico e vegano, era mais caro, saindo em torno de 25 reais por pessoa (essa semana vai estar no Walking Vegan). Mas almoçamos várias vezes em um buffet vegetariano simples que não passava de 7 reais por pessoa, com várias opções de “carnes falsas”. Nada de salada crua ou fruta. Falando em fruta, tentávamos manter aquela coisa saudável de uma ou duas frutas ao dia:

Jacas

Jacas

paperandtoastPor dois dias fomos a um espaço de coworking, Paper + Toast, para fazer render melhor o trabalho, já que em nossa Guest House a estrutura era nula para isso. Neste coworking pagamos em torno de 25 reais por pessoa, para usarmos o espaço o dia inteiro, com água, chá e café grátis. E um café de qualidade, feito na hora. Muito bom.

 

klccUm dos pontos turísticos que conhecemos foram as torres gêmeas Petronas, de 88 andares. Só visitamos a base, que possui um grande shopping chamado Suria KLCC. Nesse mesmo shopping, na praça de alimentação, tem dois restaurantes vegetarianos. Nada mal.

Esses prédios ficam junto a um parque, o Kuala Lumpur City Centre Park:

Além disso, fomos no Batu Caves, que são templos hindus construídos em cavernas, cerca de 13 quilômetros do centro de Kuala Lumpur. Pegamos um trem rápido (chamado de LRT) da estação que estávamos – Pasar Seni – até a KL Sentral Station, em torno de 1 real por pessoa. Lá pegamos um Monorail até a última estação, chamada Batu Caves, em torno de 1,5 reais por pessoa.

O lugar realmente vale a pena. É muito interessante e a sensação dentro das cavernas é única. A temperatura é mais agradável, com focos de água corrente. Para essa caverna abaixo precisava pagar, mas menos de 2 reais por pessoa.

Na rua, em tudo quanto é quanto, muitos macacos. Eles tem famas – e com razão – de ladrões. Se perceberem que tu tenhas algo comestível na mão, já era. Um homem estava descendo as escadas com uma sacolinha na mão, veio um macaco correndo da lateral e arrancou a sacola dele. Estraçalhou algumas flores de dentro e se deliciou com uma banana. Uma das fotos abaixo é quando ele já estava terminando de comer. Alguns avisos na internet comentam que eles podem ser agressivos, que podem morder… recomendam não fazer contato visual com eles e não levar comida. Mas lá mesmo existem diversas banquinhas vendendo banana e amendoim com este fim.

A noite de segunda rumamos para o aeroporto. Nosso vôo era somente na manhã seguinte, às 6:50, mas ficamos com receio de termos dificuldade no transporte que resolvemos passar a noite no aeroporto. Este era diferente do que desembarcamos. É um terminal todo novo, bem estruturado. O que nos chamou atenção é ter 2 mercados, com preços humanos. E também tem um restaurante vegetariano orgânico (que, infelizmente não provamos pois já tínhamos jantando). O aeroporto exagera no ar condicionado… um pouco frio ao tentar dormir atirado em um chão duro, mas são ossos do ofício.

Chegamos em Chiang Mai novamente, já com saudades dessa cidade que nos conquistou. Vamos ficar por aqui por 3 semanas inicialmente… mas isso explico em outro post.

1 Response

  1. 8 de August de 2014

    […] de 3 meses em Chiang Mai (salvo duas viagens curtas no meio tempo, uma para Singapura e outra para Malásia) resolvemos nos mexer. Três meses é o suficiente para começar a se sentir parte de algum lugar, […]

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