Golpe Militar e Pai

Este post era pra ter sido publicado há um bom tempo atrás. Nesse meio tempo, foi anunciado um golpe militar aqui na Tailândia, com a explicação de que isso seria para retomar a paz, que há tempos estava perdida em algumas situações.

militaresA questão é política (o óbvio ululante) e muitos conflitos estavam acontecendo nos últimos anos. Quem não está em Bangkok acaba não sentindo tanta mudança… No centro de Chiang Mai se vê/via bastante militar, a TV está censurada (passou alguns dias sem veicular nada que não fosse dos militares) e estávamos com toque de recolher até ontem, dia 13/07. Os primeiros dias era das 22h às 5h. Depois mudou da meia noite às 4h, devido a muita reclamação da população por estarem sendo prejudicados em seus comércios. E, ontem, dia 13/07, foi o dia que encerraram o toque de recolher. Só senti na pele nos primeiros dias, em que tudo estava fechando pelas 20h, para dar tempo dos funcionários chegarem em casa até as 22h. Mas depois, eu nem percebia, já que sigo uma rotina de anciã e procuro estar na cama antes da meia noite.

Pai e seus encantamentos

Dia 24/5, fomos para uma cidade chamada Pai. É uma pequena cidade ao norte da Tailândia (cerca de 135km de distância de Chiang Mai). Fomos com Tina e Björn, de avião. Mas não um avião qualquer… um mini avião, de 12 lugares. A viagem foi em torno de 20 min e valeu cada centavo (dos aproximadamente 200 reais por pessoa). Foi um pouco apavorante, pois o avião parece mais instável, mais barulhento… mas depois constatamos que é bem melhor do que voltar por terra (já já explico).

Bom, em Pai ficamos em um Resort simples mas muito aconchegante, chamado Baan Pai Riverside. Por volta de 40 reais a diária, tínhamos uma cabana (para o casal), com banheiro privativo e um ventilador. A cama tinha um mosquiteiro, extremamente útil já que a cabana era de bambu, com vários espaços para entrar os insetos mais chatinhos imagináveis. Tinha café da manhã incluso mas nada amigável para veganos. O que não é problema quando por menos de 1 real se compra um cacho de bananas saborosíssimas. Ah, eu amo a Tailândia, já falei isso?

Pai é meio hippie, é fofa, é pequena, é aconchegante. Mas muita coisa não se faz se estiver somente a pé. Então, alugamos scooters. Pagamos em torno de 20 reais a diária (com seguro, combustível, capacetes). Teoricamente precisaria de carteira especial, mas absolutamente ninguém pede quando se vai na loja alugar. De tanto vermos crianças pilotando, motos superlotadas, ninguém de capacete, acabamos naturalizando algumas coisas. A única coisa que eles perguntam: “Você sabe dirigir moto?”. Como o Thiago tirou umas aulinhas no estacionamento junto com o Björn uns dias antes, a resposta foi positiva.

Andamos muito, pudemos explorar vários cantos.

P1090862Num dos dias paramos em uma espécie de fazenda, que eles tem chás e comidas que são pagas em forma de contribuição… tu pagas o quanto acha que vale. Por um acaso absoluto, tudo é vegan e saborosíssimo. O que tinha: chá gelado de hibiscus, licor de hibiscus, bananas, mamão, banana desidratada, tamarindo, amendoim, batata doce, geléia de hibiscus. O pessoal de lá é tão extremamente simpático e quando viam que algo acabava já vinham trazer mais comida.

Na volta de Pai, na segunda-feira, tivemos que voltar de micro ônibus. Uma razão é que não queríamos mais gastar tanto com avião, mas a principal é que só existem vôos nos finais de semana. E precisávamos voltar na segunda para trabalhar, já que o final de semana ficamos sem internet no Resort e acumulou-se coisas. Por menos de 15 reais, a viagem  em um micro ônibus com ar condicionado não parece ruim, correto? Erradíssimo em se tratando dessa estrada, com mais de 700 curvas. No total são 135km que se levam 3,5h. É uma estrada muito famosa porque dizem que sempre tem um que passa mal em toda viagem de ônibus. Obviamente tomei 3 comprimidos de gengibre (reza a lenda que seria ótimo contra enjôos) e sentei num lugar com vista pra fora. Tinha certeza que eu seria a pessoal que ficaria mal do ônibus, mas não… cheguei feliz da vida em Chiang Mai.

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