Chiang Rai

Depois de ficarmos mais de 3 meses em Chiang Mai (salvo duas viagens curtas no meio tempo, uma para Singapura e outra para Malásia) resolvemos nos mexer. Três meses é o suficiente para começar a se sentir parte de algum lugar, a ponto de doer o coração ao comer a última vez nos locais preferidos, ao vender a bicicleta (que já comprei usada), ao dizer adeus a equipe atenciosa do hotel que já era nossa casa, tomar o último café na cafeteria de quase todos os dias… chiangmai-chiangraiEnfim, Thiago, eu, Tina e Björn fomos a Chiang Rai, uma cidade mais ao norte da Tailândia, distante em aproximadamente 3 horas de ônibus, da rodoviária de Chiang Mai com a Green Bus Thailand. Os pontos em vermelho no mapa ao lado situam melhor as duas cidades. Custou aproximadamente 280 THB por pessoa (em torno de 23 reais). Era bem confortável, com banheiro, água grátis, ar condicionado. Viagem tranquila. chiang-rai-guesthouseEm Chiang Rai, nos hospedamos em um local chamado Grandma Guest House. Tinha um preço mediano (equivalente a 50 reais por dia) mas escolhemos por ser perto da rodoviária a ponto de ir a pé com as malas. E dois restaurantes veganos baratíssimos por perto. Nada como tomar um café da manhã típico tailandês, que mais se parece um almoço. Ficamos somente dois dias e usamos um dia inteiro a um tour geral. Alugamos scooters e lá fomos nós. Primeiro ao famoso templo todo branco Wat Rong Khun. Só se podia olhar por fora, já que ele foi danificado pelo último terremoto que abalou Chiang Rai. chiang-rai-white-temple4É interessante, mas confesso que eu não consigo me animar muito com esse tipo de turismo, especialmente com calor escaldante. Mas é curioso ver a mistura do sagrado com formas de monstros e caveiras.

Depois percorremos uns 50 km até um outro templo, o Wat Tham Pla famoso pelos macacos ao redor e gigantes peixes em um laguinho (tentei tirar algumas fotos mas nada ficou interessante). Tanto que é também conhecido como “Fish cave Temple” ou “Monkey Temple”. Enfim, os macacos são fofos e tudo mais, mas também podem ser agressivos. Entre eles parece ter nítida o comportamento “o mais forte é o que manda”. Os maiores rosnando ou batendo para tirar vantagem dos pequeninhos. Mas todas as vezes que pegaram comida de nossas mãos foram bem delicados. Mas em uma outra parte do templo eles tentaram arrancar a mochila da Tina e do Björn, com certa agressividade. Eles também mordem, mas conseguimos nos safar dessa, até por que em seguida pegamos pedaços de paus para nos defender (recomendação dos próprios nativos de lá). É bizarro. Rompe com o estereótipo da fofura.

Ao refazer os 50 km de volta foi um pouco sofrido, pois pegamos chuva a maior parte do tempo. Mesmo com nossas capas de chuva (estilo saco de lixo), nos molhamos bastante. Mas por que Chiang Rai? Porque é a maior cidade e mais próxima da fronteira com Laos, para onde rumamos em seguida e num próximo post explico mais detalhes.

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