Bangkok

Antes de entrarmos na Tailândia compramos nossa passagem de saída, pois é um dos requisitos (teoricamente solicitados) para a entrada no país. Pelo menos para Brasileiros… apesar de que li em alguns foruns que nem sempre exigem.

Como não sabíamos nada de nosso futuro, escolhemos a passagem de saída mais barata e que o país não exigisse visto anteriormente. Tailândia, Nova Zelândia, Fiji, Hong Kong e vários outros, não precisa-se solicitar visto antes de entrar no país como turismo. É no desembarque que o visto é concedido, de até três meses. Eventualmente alguns são mais chatinhos, precisando comprovar mais coisas, mas normalmente são entradas fáceis.

Pois bem, escolhemos Malásia. Compramos um ticket para Kuala Lumpur por R$136 (taxas inclusas!!) por pessoa para o dia 6/05 a partir de Bangkok. Estávamos uma semana antes em Chiang Mai pensando, com dor, em jogar fora a passagem (já que foi tarifa promocional e eles não reembolsariam), mas aí surgiu a ideia de irmos de fato.

tremComo a saída seria de Bangkok, resolvemos chegar até a capital de forma mais emocionante: trem. Queríamos uma passagem para uns 3 dias mais tarde, mas só tinha cama disponível no trem do outro dia, dia 29/4. Eu disse cama? Isso mesmo… como a viagem é de 14 horas, a segunda classe tem bancos que se transformam em camas para enfrentar a madrugada. Em torno de 80 reais por pessoa se consegue viajar de Chiang Mai para Bangkok (+ou- 800 km), por 14 horas, em um trem equipado com restaurante e ar condicionado! E estou pra dizer que dormi melhor que em muito hotel. Dormir a madrugada com o barulhinho e balancinho do trem é pra lá de confortável. Só fiquei chateada que chegamos às 7 e pouco da manhã em Bangkok, quando eu queria dormir mais.

O banheiro do trem era a pior parte. Fedorento até não poder mais. Um banheiro convencional (aos olhos de ocidentais) e outro clássico asiático: um buraco no chão. Ambos com o mesmo teor aromático. Não tirei foto, porque tentei evitar ficar qualquer segundo a mais por lá.

Ao chegar, agradecemos mentalmente Tina e Björn por terem ficado com metade de nossas malas. Munidos de bem menos bagagens, caminhamos bastante, tudo para evitar pegar Tuk Tuk, os famosos “taxis” da região. Aqui em Bangkok eles tem má fama, pouco confiáveis e que tentam tirar proveito de turista. Da estação principal de Bangkok, pegamos um metrô até a estação Silom, a mais próxima ao hotel escolhido.

vegan cakeChegamos pelas 9h, quase derretidos com o já forte calor, e descobrimos que só poderíamos fazer o check in ao meio dia. Por sorte havia um café/restaurante vegetariano ali por perto, que ficamos a manhã inteira. Croissant, bolos, comida, café… quase tudo a preço tailandês. É fácil esperar assim.

O hotel, BS Court, é muito bom, boa localização. Mais caro que Chiang Mai (como a maioria das coisas), mas ainda assim aceitável. Mini cozinha, ar condicionado e estilo japonês fazem ser um quarto bem confortável.

 

Um dos dias conhecemos um espaço de coworking, chamado Launchpad. Grande, bonito, mas algumas coisas faltaram, especialmente um café preto grátis. O que eles forneciam era aquele instantâneo misturado com creme. Mas a cafeteria em frente resolveu a situação. Apesar de um lugar interessante, faltou um “quê”… achei um pouco bagunçado demais… Fomos num sábado, o que foi ruim que pagamos o dia inteiro (em torno de 20 reais por pessoa) mas o horário de funcionamento é somente das 10:30 às 18h. Pouco para quando se quer trabalhar bastante.

DSCN0219Após o fechamento, fomos até um outro lugar chamado Too Fast to Sleep. Seria uma espécie de internet café 24h. Chegamos lá e a parte que mais queríamos ir, a superior, estava lotada. Ficamos na parte inferior por algum tempo. A internet meio lenta mas a decoração bem agradável. Defeito que só uma pessoa de lá que falava inglês. Com muito trabalho conseguimos pedir um suco de laranja (com gosto de bergamota).

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photo2Não fizemos nada muito turístico pela cidade, pois o calor era algo desanimador. Por algumas vezes saíamos em direção ao nosso destino e acabávamos voltando porque chegávamos a ficar meio tontos de tanto calor. Mas conseguimos passear um pouco sim. O metrô (chamado MRT) deles é bem eficiente e barato. Além disso tem o BTS (Sky train), um pouquinho mais caro e muito bom também. Ambos exibem sinais de acentos preferenciais, como no Brasil, para idosos, pessoas debilitadas, grávidas e… monges! Ok, na verdade a segunda imagem parece que todo casal também teria preferência, mas acredito que não seja isso.

Taxi parece não poder ser chamado por telefone. Não encontrei números na internet e quando pedi para a recepcionista chamar um taxi pra gente ela disse que sim com a cabeça e saiu do hotel. Depois de uns 10 min ela volta com um taxi. Ela foi chamar pessoalmente! Pegamos um em direção ao Aeroporto Don Mueng. Deu em torno de 25 reais a corrida de uns 25 km, com 2 pedágios no caminho. Rumo à Kuala Lumpur

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2 Responses

  1. Dai says:

    As placas de sinalização que vcs tem encontrado tem versão em inglês?
    Também achei que casais tinham preferência nos assentos… Agora, monges? Estranho… Mas realmente são culturas bem diferentes. E não se deixem desanimar pelo calor! Muita água!

  1. 28 de July de 2014

    […] o vôo saía de Bangkok, resolvemos ir novamente de trem para lá, com o mesmo tipo de trem que pegamos da outra vez. Porém, desta vez escolhemos a primeira classe, que seria uma cabine só para nós e uma pia. […]

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