Luang Prabang, yoga, cachoeiras e plantações de arroz

Ficamos em Luang Prabang, Laos, em torno de 10 dias.

A cidade em si não tem muitas coisas para se fazer, mas não estávamos com pressa nem ansiosos por atividades. É uma cidade pequena, com o rio Mekong passando por ela. Foi ótimo para descansar, planejar o restante da viagem e trabalhar um pouco.

Nomadismo digital em Luan Prabang

Generalizando, a internet é bem ruim em Laos. Salvo raríssimas excessões, é uma internet lenta e instável. Em Luang Prabang, o melhor local para trabalhar era na cafeteria Joma, que é uma das mais famosas de Laos. Tem leite de soja para deliciosos Lattes, preços médios e internet grátis. Existem outros cafés com internet de qualidade semelhante ou até levemente superior… mas com leite de soja eram poucos.

Vegetarianismo em Luang Prabang

Os únicos locais vegetarianos eram 2 banquinhas de comida de higiene questionável. Baratíssimo (em torno de 3 reais um prato cheio), mas comemos só algumas vezes e sempre com sensação que iríamos nos arrepender em algumas horas. Nenhuma vez passamos mal (só mentalmente, sofrendo por antecipação da possibilidade). Fomos a maioria das vezes em restaurantes que tinham um menu vegetariano. Normalmente bem saboroso, mas um pouco “caro” (gastávamos em torno de 12 reais por pessoa por refeição).

laos-luang-prabang-nightmarketE, por menos de 1 real, essa sobremesa deliciosa na entrada no Night Market. São pequenos “bolinhos” feitos com farinha de arroz, leite de coco e açúcar. No clássico recipiente de folha de bananeira.

Fomos um dia para a cachoeira Kuang Si, uma das mais famosas de Luang Prabang, distante em uns 30 km do centro. Fomos de tuk tuk, pagando 20000 kip por pessoa (6 reais). Lá precisava pagar novamente outros 20000 kip para entrar. Nessa mesma área tem uma reserva de ursos resgatados de situações de maus tratos. Ali vivem em grandes espaços (cercados, mas área bem razoável). Aí fomos ver a tal cachoeira… interessante, com diversos níveis. Água quase marrom esta época, pois estamos no meio do período chuvoso.

O nível de emoção se deu ao subir até o topo… uma subida que levou quase 1 hora por meio de áreas barrentas no meio do mato. Era uma trilha, pra lá de difícil. Mas encaramos (e eu de saia, sobrevivi). E faltou foto nas piores partes porque estávamos concentrados em sobreviver. No topo tivemos que cruzar uma parte com água, igualmente emocionante e para descer encarar uma escadaria em que boa parte era tomada por corrente forte d’água. Emoções a mil e dores musculares no outro dia.

laos-luang-prabang-yogaInclusive, as dores musculares posteriores impediram de continuarmos na nossa prática de yoga. Fizemos somente 3 dias e foi muito bom. Com vista para o rio Mekong, eram 1,5h de prática bem intensa (litros de suor). O valor era de 60.000 kip (20 reais) e de 40.000 kip para as aulas de 1 hora.

Aprendendo tudo sobre arroz

Aqui em Laos a cultura do arroz é muito marcante. Nota-se ao viajar, muitos campos de arroz, nota-se em restaurantes… todos repletos de arroz. Fomos na Living Land, uma fazenda orgânica de arroz (e vegetais, porém com menor ênfase). Aprendermos mais sobre esse universo até então meio desprezado por nós. Aqui algumas famílias vivem e hoje em dia abrem a visitantes para conhecer o processo. Dois simpáticos irmãos com um inglês simples porém bem eficiente vão nos mostrando passo a passo. Com isso descobrimos que existem milhares  tipos diferentes de arroz. Aqui, o status maior é para o sticky rice (ou arroz glutinoso), que é mais “grudento” e possível de comer com as mãos (aliás, prática esperada). Pois então… aprendemos os diversos processos que o arroz leva até ser comido. Foi bem divertido, mesmo para o Thiago, que experienciou ser aperitivo de alguma sanguessuga dentro de um campo de arroz.

E também entendemos mais da realidade que boa parcela da população de Laos vive. Com poucas condições financeiras, se aprende a comer de tudo quanto é coisa. Nas fazendas de arroz eles usam armadilhas para caçar os ratos que atacam as plantações e os comem. Lesmas também são coletadas para incrementar o almoço. Diversos tipos de insetos depois de fritos viram uma iguaria.

Pelo menos cachorros e gatos eles não tem o costume de comer por aqui. De acordo com o garçom de um dos restaurantes que mas frequentamos, se matam cães sim, porém para o estômago dos vietnamitas que estão por aqui (tivemos o desprazer de ver um caminhão com um cachorro pronto para o churrasco.. o que levou a essa conversa).

 

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